quinta-feira, 31 de julho de 2014
Decisões
Hoje eu vi um post de um amigo falando sobre o quanto sofremos todos os dias por assuntos que temos que resolver e que exigem que tomemos uma decisão, que muitas vezes decidimos postergar. E o que nos impede? O medo de errar, de fracassar. E justo hoje eu tive que tomar uma decisão que pra mim foi muito difícil: eutanasiar minha gatinha, a Tucha, que estava sofrendo com um linfoma e leucemia felina. A indecisão estava me matando. O medo de tomar a decisão errada. O egoísmo de querer tê-la por mais tempo ao meu lado. Claro, é cômodo estar bem, ser amada incondicionalmente.
E ao mesmo tempo que tudo isso acontecia na minha vida pessoal, a minha vida profissional exigia que eu continuasse ativa, fazendo a roda girar. Afinal, o amanhã virá, quer você queira ou não. Outros problemas, outras incertezas, outros desafios. E como disse um outro amigo, tudo o que nos resta são as lembranças do que vivemos. E pra viver, a gente precisa tomar decisões, sair da zona de conforto. Quase sempre dói. Aí tem licença pra chorar. Mas tem prazo pra secar as lágrimas. No outro dia, quando o sol nascer e o céu tiver azul, é preciso saber apreciar.
E como disse uma outra amiga (eu só tenho amigos sábios), a gente evolui a cada vez que reflete e toma uma decisão. A gente se dá conta do quão frágil somos, quão simples é a vida e quão complicada nós a fazemos. A gente aprende a valorizar o que realmente importa. E na verdade, acho que no fim das contas, tudo se resume a amor. É importante amar quem está do lado da gente. Amar o trabalho que se faz. E tudo isso depende da decisão de como a gente quer passar por essa vida.
Há tempos que não escrevo em meu blog. Senti que hoje seria um bom dia pra compartilhar alguma coisa. Já que foi um dia de muita reflexão e decisões importantes. Essa noite ainda tô triste. Mas tenho certeza que o sol vai brilhar mais forte amanhã. E eu vou apreciar.
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